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Astronomia

Telescópio Hubble flagra galáxias em fusão e buraco negro que pode ser o 'elo perdido' do começo do universo

O GNz7q, como foi nomeado o buraco negro, estava uma das áreas do Universo mais estudas pela ciência. Já as galáxias em fusão foram encontradas no sistema VV689, apelidado de Asa de Anjo.

O GNz7q é o ponto vermelho no centro da imagem em destaque, à direita. (Foto: NASA, ESA, Garth Illingworth (UC Santa Cruz), Pascal Oesch (UC Santa Cruz, Yale), Rychard Bouwens (LEI), I. Labbe (LEI), Cosmic Dawn Center/Niels Bohr Institute/University of Copenhagen, Denmark)

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A Nasa, a agência espacial norte-americana, anunciou na última semana que astrônomos detectaram um buraco negro supermassivo crescendo rapidamente numa das regiões do universo que é conhecida por ser amplamente observada por cientistas, o campo GOODS-North, localizado na constelação norte da Ursa Maior (veja imagem acima).

Segundo a agência espacial, a descoberta só foi possível depois que os astrônomos analisaram dados de arquivo do telescópio Hubble, lançado em órbita em 1990. A descoberta foi publicada num estudo na revista científica Nature.

"O GNz7q é uma descoberta única que foi feita bem no centro de um campo celeste que é famoso e bem estudado - isso mostra que grandes descobertas muitas vezes podem estar escondidas bem na sua frente", disse Gabriel Brammer, astrônomo do Instituto Niels Bohr e membro da equipe por trás do achado.

Buracos negros do tipo em galáxias formadoras de estrelas são previstos por teorias e simulações computacionais, mas não haviam sido observados até então.

Por isso, o GNz7q, que existiu apenas 750 milhões de anos após o Big Bang, é considerado um "elo perdido" entre jovens galáxias formadoras de estrelas "starburst" e os primeiros buracos negros supermassivos que existiram na formação do universo.

Representação artística do buraco negro supermassivo descoberto pelos cientistas. Os astrônomos acreditam que o objeto pode ser pode ser o "elo perdido" evolucionário entre quasares e galáxias starburst. — Foto: NASA, ESA, N. Bartmann

Segundo a Nasa, as teorias atuais sugerem que esses buracos negros supermassivos começam a sua vida nos núcleos dessas galáxias starburst e depois expelem seu gás e poeira na forma de objetos extremamente luminosos chamados de quasares e o GNz7q tem propriedades justamente relacionadas a esses tipos de corpos celestes.

“O GNz7q nos fornece uma conexão direta entre essas duas populações raras e fornece um novo caminho para que possamos entender o rápido crescimento de buracos negros supermassivos nos primeiros dias do universo”, disse Seiji Fujimoto, autor principal do estudo. "Nossa descoberta fornece um exemplo de precursores dos buracos negros supermassivos que observamos em épocas posteriores.

Colisão de galáxias

Nesta semana, as lentes do telescópio Hubble também revelaram uma formação curiosa numa área do universo chamada sistema VV689: a colisão de duas galáxias num formato que simetricamente lembra duas asas ou até mesmo um polvo (veja imagem abaixo).

Imagem mostra duas galáxias em fusão no sistema VV689 (o 'Angel Wing', ou Asa de Anjo). — Foto: ESA/Hubble & NASA, W. Keel.

Segundo os astrônomos, ao contrário dos típicos alinhamentos de galáxias que parecem apenas se sobrepor quando vistos do nosso ponto de vista na Terra, essas duas galáxias do sistema VV689 (também chamado de Asa de Anjo) estão, de fato, no meio de uma rota colisão.

A descoberta foi feita por meio de um projeto de crowdsourcing que reúne centenas de milhares de voluntários amadores que classificam galáxias e ajudam astrônomos na análise de dados de telescópios espaciais, o projeto Galaxy Zoo.

Um projeto semelhante está atualmente em andamento para localizar buracos negros supermassivos em galáxias distantes.

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