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Navio encalhado vira ponto turístico em Fortaleza

O Lagoa Paranaense está parado em um banco de areia na praia da Barra do Ceará, na região conhecida como Marco Zero, o que já levou dezenas de pessoas a visitarem o local.

Moradores e visitantes posam para fotos com embarcação encalhada na Barra do Ceará. (Foto: Barra do Ceará Ordinária/Reprodução)

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FORTALEZA, CE (FOLHAPRESS) — Uma embarcação encalhada na orla de Fortaleza virou ponto turístico. Desde 4 de março, o Lagoa Paranaense está parado em um banco de areia na praia da Barra do Ceará, na região conhecida como Marco Zero, o que já levou dezenas de pessoas a visitarem o local para fotografar o barco e postar nas redes sociais.

No último final de semana, alguns ambulantes colocaram até mesas e cadeiras plásticas para venda de bebidas e petiscos perto do banco de areia onde a embarcação está encalhada — uma latinha de cerveja saía por R$ 5 e um espetinho de carne, por R$ 8.

"Era algo que já acontecia ali, das mesinhas, de vez em quando, mas agora que o pessoal colocou mesmo e tem ficado. E tem aparecido gente de toda a cidade para bater foto, virou ponto turístico", disse o nutricionista Euclides David, 25, que mora na Barra do Ceará há quatro anos e foi um dos primeiros a filmar o Lagoa Paranaense encalhado.

Ele conta que, na madrugada de sábado, saiu para caminhar pela orla e viu o barco. Os tripulantes ainda tentavam tirá-lo do local, com a maré um pouco mais alta, sem sucesso. "Quando a maré baixou deu para ver que ele estava ali no banco de areia, e não teve mais jeito", contou David.

Não é a primeira vez que cenas imprevistas resultam em ponto turístico no estado. Escavado para retirar areia para obra em estrada, Buraco Azul passou a atrair turistas na região de Jijoca de Jericoacoara, no oeste de Ceará.

O barco foi apelidado pelos moradores de Fortaleza de Barra Hope, junção dos nomes do bairro onde está e de outra embarcação que há mais de 30 anos encalhou na orla da capital cearense, o Mara Hope.

"Acompanhei bem na hora que ele estava entrando por ali. Ele enganchou em um primeiro banco de areia, mas conseguiu sair. Só que depois caiu em outro e não saiu mais", contou Francisco Vitor de Oliveira Conceição, 20, que trabalha com eventos e também mora na Barra do Ceará, bem perto do local do encalhe.

A Marinha informou que a Capitania dos Portos do Ceará enviou no sábado (5) uma equipe de inspeção naval para realizar perícias iniciais. Os tripulantes se encontram bem e um inquérito foi instaurado para apurar as causas, circunstâncias e responsabilidades.

O nome da empresa proprietária do Lagoa Paranaense não foi divulgado – segundo a Marinha, como foi aberto um inquérito, as informações por ora são sigilosas. Desde domingo os donos tentam tirar a embarcação do banco de areia, mas não têm conseguido devido à maré mais baixa do que o necessário.

Uma das hipóteses investigadas é a de que o capitão levou o barco até o banco de areia porque desconhecia a profundidade do mar na região. O inquérito também vai averiguar outras possíveis causas, como problemas no motor ou no leme.

O Lagoa Paranaense fez sucesso entre os moradores de Fortaleza porque remete a outro barco que encalhou próximo à orla da cidade, em 1985. O Mara Hope, construído nos anos 1960 na Espanha, pode ser visto até hoje da faixa de areia, a poucos quilômetros de onde o encalhado mais recente está.

Em março de 1985, uma tempestade noturna fez as amarras do Mara Hope se romperem e a embarcação derivou até encalhar em um banco de areia nas proximidades da Praia de Iracema, ao lado do estaleiro da Indústria Naval do Ceará.

Depois de anos que o barco estava abandonado, a empresa responsável, da Libéria, fez um desmanche para aproveitar peças e largou a carcaça no mar de Fortaleza. O Mara Hope virou atração para mergulhadores que até hoje buscam objetos esquecidos no navio, encalhado próximo às praias do Leste e de Iracema.

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