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ClickJus: Healthtechs prometem impacto significativo nos serviços de saúde

Já foi visto no ClickJus a tendência que se consolida cada vez mais depressa de startups que desafiam os modelos de negócios e prestação de serviços tracionais.

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Já foi visto no ClickJus a tendência que se consolida cada vez mais depressa de startups que desafiam os modelos de negócios e prestação de serviços tracionais, oferecendo ao público, através da tecnologia, opções alternativas, como, por exemplo, Fintechs que otimizam e inovam o sistema financeiro por intermédio de bancos digitais, oferta de cartões de crédito ou maquinetas, análise de crédito para concretização de empréstimos, financiamentos coletivos, transações com criptomoedas, controle de gastos pessoais; Lawtechs  que permitem encontrar argumentos para uma tese jurídica, prever resultados de futuros cenários legais, classificar documentos, descobrir padrões em dados, produzir insights e previsões estatísticas de comportamentos futuros; e soluções tecnológicas no setor público, baseadas em Inteligência Artificial, para contribuir com o trabalho dos auditores da Receita Federal, juízo de admissibilidade de Recursos Extraordinários no STF, classificação temática de Recursos Especiais no STJ e julgamento virtual no TJ-MG.

Outro setor que se destaca nesse cenário é o de saúde com as Healthtechs, as quais no primeiro semestre de 2018 já passavam de 280 apenas no Brasil, direcionando seus esforços para os principais gaps do serviço de saúde pública no país, tais como, redução dos custos de planos de saúde, adesão a tratamentos de doenças crônicas, canais de interação entre médicos e pacientes, eliminação de inadequações nas prescrições médicas, ampliação do acesso à serviços de saúde de qualidade, entre outros aspectos.

Exemplos disto são: plataformas online que agregam profissionais, ofertando serviços de qualidade, intermediando a contratação, ou disponibilizando a preços populares consultas e exames; aplicativos destinados a melhorar o estilo de vida e a saúde dos usuários, com informações sobre medicamentos, profilaxia, doenças crônicas, alimentação saudável, bem-estar, registros e acompanhamentos de atividades físicas; desenvolvimento de aparelhos para o monitoramento de indicadores de saúde, ou atividades, como, alimentação, sono, exercícios; plataformas e chatbot que promovem a interação entre médico e paciente; gestão de serviços de saúde através de softwares para clínicas, consultórios e hospitais; serviços à distância para acompanhamento do atendimento à pacientes, realização de diagnóstico e de segunda opinião médica.

Mas isto não é tudo, a tecnologia Blockchain (cadeia de blocos, cada um com sua impressão digital, fornecida por uma função matemática que carrega um código com letras e números, que cresce a cada novo evento, gravando todos os acontecimentos que envolveram aquele bloco, com a possibilidade de verificar se houve qualquer alteração para que seja possível invalidá-lo, ou confirmar se o código realmente é válido) já está sendo aplicada aos serviços de saúde para armazenamento de registros médicos, rastreamento dos medicamentos, compartilhamento de dados, registro do financiamento de pesquisas em biotecnologia e novos hospitais.

De modo geral, percebe-se o impacto significativo que os serviços de saúde terão com a ampliação do escopo das Healthtechs, incentivadas pelo processamento do Big Data por algoritmos de Inteligência Artificial, informando-se inclusive que em breve será possível reconhecer quando uma pessoa começa a ficar doente, com base em dados fornecidos por sensores, câmeras e textos. Assim, é essencial abraçar as inovações tecnológicas, com a ponderação entre as exigências de qualificação e as necessidades de adaptação à legislação, especialmente no concernente à proteção de dados pessoais, segurança das informações e privacidade dos cidadãos.  

Wilson Sales Belchior - Graduado em direito pela UNIFOR, especialista em Processo Civil pela UECE, MBA em Gestão Empresarial e mestrando em Direito e Gestão de Conflitos na UNIFOR. Também possui curso de curta duração em resolução de conflitos na Columbia Law School, nos Estados Unidos. Na mesma instituição participou de série de pesquisa avançada. Palestrante, professor universitário em cursos de pós-graduação em diferentes estados e autor de diversos artigos e livros, publicados em revistas, jornais, portais de notícias e editoras de circulação nacional. Conselheiro Federal da OAB (2013-2015). Vice-presidente da Comissão Nacional de Advocacia Corporativa do Conselho Federal da OAB (2013-2015). Membro da Comissão Nacional de Sociedade de Advogados do Conselho Federal da OAB (2010-2012). Membro da Coordenação de Inteligência Artificial do CFOAB (2018). Atualmente é Conselheiro Federal eleito para o triênio 2019-2021.

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