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Erra quem pensa que a responsabilidade do impeachment é só minha, afirma Lira

"Essa é uma decisão política. Você neste momento tem que trabalhar mais para pôr água na fervura do que para botar querosene", afirmou.

Lira disse ainda estar trabalhando para manter o Brasil estável e para votar reformas estruturantes. (Foto: Reprodução)

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) — O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), voltou a afirmar que o impeachment é uma decisão política e negou ser só sua a responsabilidade por abrir um processo para afastar o presidente da República.

Lira deu as declarações ao chegar à Câmara dos Deputados nesta terça-feira (13). Ele foi questionado sobre se rejeitaria os mais de 120 pedidos de impeachment já apresentados contra Jair Bolsonaro (sem partido).

"Essa é uma decisão política. Você neste momento tem que trabalhar mais para pôr água na fervura do que para botar querosene", afirmou.

"E esse assunto, já estou cansado de dizer e repetir. Eu não posso fazer esse impeachment sozinho, erra quem pensa que a responsabilidade é só minha. Ela é uma somatória de características que não se configuram."

Lira disse ainda estar trabalhando para manter o Brasil estável e para votar reformas estruturantes. "Nós temos que nos acostumar a ter um processo democrático. Nós defendemos eleições em 2022", ressaltou.

O presidente da Câmara voltou a citar a possibilidade de votar o semipresidencialismo já para valer em 2026, "como uma forma de você estabilizar mais o processo político dentro do Congresso Nacional".

O deputado foi questionado também sobre o voto impresso e disse que a análise será feita pelos membros da comissão especial que aprecia o mérito da PEC (proposta de emenda à Constituição) que trata do tema. A relatoria está a cargo do deputado Filipe Barros (PSL-PR).

"Eu venho colocando de uma maneira bem prática. A Câmara já votou uma PEC dessa em 2015. Não teria necessidade de a Câmara passar por isso de novo. A PEC está no Senado desde 2015, uma que prevê esse voto auditável e impresso", afirmou. "Então, se não houver condição de o Senado votar lá a PEC que está desde 2015, não sei que diferença faria."

As declarações ocorrem em meio a ameaças de Bolsonaro envolvendo a realização das eleições de 2022. Ele afirma que o pleito pode não ocorrer caso não exista um sistema eleitoral confiável – segundo ele, o voto impresso.

"Eleições no ano que vem serão limpas. Ou fazemos eleições limpas no Brasil ou não temos eleições", disse o presidente na última quinta-feira (8), em frente ao Palácio da Alvorada.

A principal estratégia do presidente é questionar a segurança das urnas eletrônicas, sistema usado desde 1996 e considerado eficiente e confiável por autoridades e especialistas no país.

O próprio Bolsonaro foi eleito para o Legislativo usando o sistema em diferentes ocasiões, assim como venceu o pleito para o Palácio do Planalto em 2018 da mesma forma.


CRONOLOGIA DA CRISE

7.jul
Omar Aziz fala em 'lado podre' das Forças
O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), afirma que há muitos anos o Brasil "não via membros do lado podre das Forças Armadas envolvidos com falcatrua dentro do governo"

7.jul
Reação da Defesa a Omar
O ministro da Defesa, Braga Netto, e os comandantes das Forças Armadas divulgam nota em que repudiam declarações de Omar. "Essa narrativa, afastada dos fatos, atinge as Forças Armadas de forma vil e leviana, tratando-se de uma acusação grave, infundada e, sobretudo, irresponsável"

8.jul
Ameaças golpistas de Bolsonaro
Presidente faz ameaças sobre pleito de 2022. "Eleições no ano que vem serão limpas. Ou fazemos eleições limpas no Brasil ou não temos eleições"

8 e 9.jul
Reação de Pacheco aos militares e a Bolsonaro
O presidente do Senado escreve em uma rede social, na quinta (8), sobre o atrito entre militares e Omar: "Deixei claro [em conversa com Braga Netto, ministro da Defesa] o nosso reconhecimento aos valores das Forças Armadas (...) e afirmei, também, que a independência e as prerrogativas de parlamentares são os principais valores do Legislativo".

No dia seguinte, em relação às ameaças de Bolsonaro, afirma: "Todo aquele que pretender algum retrocesso ao Estado democrático de Direito esteja certo que será apontado pelo povo brasileiro e pela história como inimigo da nação (...)"

9.jul
Reação de Barroso a Bolsonaro
O presidente do TSE afirma, em nota: "Qualquer atuação no sentido de impedir a sua ocorrência [eleições de 2022] viola princípios constitucionais e configura crime de responsabilidade"

10.jul
Lira e partidos se manifestam sobre crise
"Importante dizer que a presidência [da Câmara] (...) não tem compromisso algum com nenhum tipo de ruptura política, institucional democrática, com qualquer insurgência de boatos, com qualquer manifestação desapropriada", diz Arhur Lira em entrevista à CNN Brasil. No mesmo dia, mais cedo, presidentes de DEM, MDB, PSDB, Novo, PV, PSL, Solidariedade e Cidadania afirmam, em nota, que "nenhuma forma de ameaça à democracia pode ou deve ser tolerada"

12.jul
Boicote de 'gente importante'
Em meio à tensão, o presidente afirma a apoiadores: "Sabia que ia ser difícil, mas esperava contar com mais gente importante do meu lado. Lamentavelmente, muita gente importante aí boicota"

12.jul
Reunião dos Três Poderes
O presidente do STF, Luiz Fux, afirmou que acertou com Bolsonaro um encontro entre os chefes dos Três Poderes para fixar "balizas sólidas para a democracia"

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