Emoção

Mariana Xavier chora ao falar pela 1ª vez de Gabriel Diniz

“Foi um baque terrível. A gente não era amigo íntimo, nos conhecemos no trabalho, mas vivemos juntos um momento muito especial de nossas carreiras", disse Mariana

Mariana Xavier chora ao falar pela 1ª vez de Gabriel Diniz

Mariana Xavier gravou Jenifer com GD — Foto:Reprodução

Mariana Xavier ainda não tinha falado com ninguém sobre a morte de Gabriel Diniz. Um dia antes, ela comemorava seu aniversário de 39 anos ao lado de alguns amigos em Nova York, nos Estados Unidos, quando foi despertada no dia 27 de maio com a notícia de que o cantor havia morrido em um desastre aéreo.

“Foi um baque terrível. A gente não era amigo íntimo, nos conhecemos no trabalho, mas vivemos juntos um momento muito especial de nossas carreiras. Nos encontramos nesta energia solar, que os dois tinham, então existia uma gratidão mútua. Somamos forças para algo que foi muito marcante em nossas vidas. Quando acontece algo assim, não tem como não ficar baqueada e deixar de sofrer”, desabafa.

Ela protagonizou o clipe Jenifer, que explodiu no Carnaval de 2019, e mostrou que uma mulher pode ser desejada, mesmo sem ter o corpo padrão modelo de passarela. A atriz diz que não tem como não repensar sua própria carreira e como ela coloca um artista em posição de risco.

“Como as carreiras são muito voláteis, temos de aproveitar o sucesso quando ele chega. Quando vem uma boa onda, a gente tem de surfar e nos sentimos pressionados a aproveitar ao máximo. Nesta de querer aproveitar o máximo, a gente acaba abreviando a vida. Aliás, eu penso coisas muito contraditórias sobre isso: sou espírita, então meu lado religioso entende que ninguém morre de véspera. Quando algo acontece, é porque a missão daquela pessoa já se esgotou por algum motivo. O meu lado racional pensa que a gente está se esgotando e se expondo a riscos para vencer na vida e querendo suprir a expectativa do sucesso.”

Mari ainda explica que decidiu não se pronunciar sobre o desastre porque houve um grande assédio por parte da imprensa quando Gabriel morreu. Ela lembra que ainda tentava assimilar a notícia, quando jornalistas ligavam e tentavam fazer uma chamada de vídeo para lhe pegar desprevenida e, talvez, flagrar uma feição de choro.

“Foi muito horrível e invasivo. Foi pesado! Eu não queria participar daquela espetacularização da tragédia, sabe? Era algo triste e doloroso demais para participar. Eu não gosto disso, acho feio e não queria de jeito nenhum que alguém achasse que eu estava me promovendo em cima de algo tão triste. Eu só queria estar com meus amigos, receber abraços e agradecer a oportunidade de ainda estar aqui. Eu só consegui pensar que a vida é um sopro [chora]. A gente tem de se preocupar com o que realmente importa, ser nossa melhor versão e deixar as melhores mensagens que pudermos no mundo porque… [chora] a gente não sabe até quando estaremos aqui”, lamenta.

Marcelina está de volta

Recuperada e pronta para seguir com seus trabalhos, Mariana está de volta aos sets de filmagem para interpretar sua Marcelina, a mesma que a projetou para o público, uma parceria com Paulo Gustavo na terceira parte do longa-metragem Minha Mãe é Uma Peça, que chega às telas do cinema dia 26 de dezembro.

“O Paulo é hilário até quando está de mau humor. Ele brinca com isso o tempo inteiro! É um trabalho que sempre terei um carinho. Embora eu venha de uma longa trajetória, foi este filme que fez o mundo me conhecer, então tenho muito carinho. É uma história que todo mundo se identifica sempre. Este tema da família é universal e eterno. Tem histórias para ir até a 15ª fase”, acredita.

Ela adianta que sua personagem ficará grávida e esta é a primeira vez que será mamãe em sua carreira. Marcelina ainda terá uma cena muito cômica em que dá à luz no hospital, o que possivelmente não acontecerá em sua vida real.

“É uma experiência absolutamente nova. Não sou mãe, não tenho essa pretensão e este sonho de ser, então é interessante viver esta experiência ali. Neste filme, a gente também fala da questão LGBT porque o Juliano se casa, falaremos do acolhimento da família, o que muita gente não tem, e vai falar também como será para uma mãe lidar com estes novos limites. A filha terá as próprias regras, o Juliano terá sua própria casa.”

Além deste clássico do cinema brasileiro, Mari ainda tem dois outros filmes para lançar pela frente:

“O Medida Provisória é um longa dirigido pelo Lázaro Ramos, que tive a honra de fazer este ano, mas tem a previsão de lançamento somente para o primeiro semestre do ano que vem. O terceiro é o Rir Pra Não Chorar, que é uma comédia para falar de coisa séria. Fala sobre o pré-luto”, comenta.

Por último, ela está ansiosa para a estreia de seu primeiro espetáculo solo o Antes do Ano Que Vem, que é uma comédia que trata de assuntos sérios como depressão, solidão e das angústias do mundo moderno.

“Será um texto do Gustavo Pinheiro e direção do Lázaro Ramos. É uma história linda de uma faxineira que fica de plantão na última noite do ano dentro do Centro de Apoio dos Desesperados, uma espécie de CVV. A terapeuta que deveria estar de ali para o atendimento não aparece para trabalhar e a faxineira atende as ligações e conversa com as pessoas que estão pensando em se matar. A Deusuite, com seu jeito simples, é quem fica encarregada de consolar essas pessoas e faz com que elas entendam que é possível ser feliz antes do ano que vem”, detalha sobre o espetáculo que terá pré-estreia prevista para o dia 10 de janeiro no Teatro Iguatemi, em Campinas.

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