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Dona da Farofa

Milionária: paraibana Gkay relembra vida antes da fama

Na última semana virou notícia ao rebater uma pessoa que queria dois “motivos plausíveis” para justificar sua fama.

Gkay segue fazendo sucesso na televisão e redes sociais. (Foto: Reprodução)

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Semanas atrás, Gessica Kayane — conhecida na internet como a Gkay (o apelido foi dado por um amigo que achava seu nome longo demais) — virou notícia ao rebater uma pessoa que queria dois “motivos plausíveis” para justificar sua fama. Em tom de ironia, a humorista e influenciadora paraibana, de 29 anos, escreveu: “Abre a Netflix, o Amazon Prime, o Multishow, o Instagram, o TikTok, o YouTube e liga na Globo... talvez em algum desses você descubra”. 

“Esse comentário não me afetou, tampouco fiquei mal por isso. Foi apenas uma resposta. Não esperava que a história tomasse essa proporção”, diz a moça. "

Fenômeno da contemporaneidade, Gkay está sempre em movimento — e agora no quadro “Dança dos famosos”, "no “Domingão com Huck”. Em maio, estreia a série “Nada suspeitos” e, em novembro, o filme “Um Natal cheio de graça”, ambos na Netflix. 

No mês passado, lançou nos cinemas o longa “Me tira da mira”, em que contracena com Fábio Jr., Cleo e Fiuk. “Gkay fez uma participação que abrilhantou o filme. É uma mulher muito séria no trabalho”, diz Cleo.

Também acaba de colocar no mercado a Gyka by Gkay, marca de roupas que tem como propósito a inclusão e a representatividade. Há ainda a produção de conteúdo para as redes sociais — só no Instagram sua rotina é acompanhada por mais de 19,4 milhões de seguidores. Mas, provavelmente, o produto mais popular dessa influenciadora seja a Farofa da Gkay, evento que começou em 2017 para celebrar seu aniversário. "

A última edição, em dezembro do ano passado, custou cerca de R$ 2,8 milhões e virou até tema de documentário, disponível na plataforma Lounge. Foram três dias de festa, onde a paraibana reuniu no mesmo espaço who is who das redes sociais: Bianca Andrade, Gil do Vigor, Whindersson Nunes, Carlinhos Maia, Viih Tube, Deolane Bezerra, Matheus Mazzafera, Rafael Uccman, MC Rebecca... E contratou os shows de Alok, Wesley Safadão, Léo Santana, Pedro Sampaio, Kevinho, Matheus Fernandes e É o Tchan.

Mas, afinal, que garota é essa que domina a web, está na TV aberta e é uma das melhores amigas de Anitta?

Arretada, Gessica deu os primeiros passos na cidade de Solânea, no interior da Paraíba. “Sempre quis ser atriz, mas era um sonho tão distante da minha realidade”, lembra ela. “Era preciso estudar "e eu não tinha condições de arcar com os custos. Venho de "uma família humilde e fazia bicos para ganhar a vida. Entregava panfletos, vendia em lojas... E também não me enxergava como comediante. Achava que essa profissão não era para mim.”"

Não era até ela ter acesso ao conteúdo produzido por Whindersson Nunes. “Pessoas próximas me aconselharam "a trilhar esse caminho. Decidi arriscar. Fiz um vídeo para o YouTube que deu certo e serviu de incentivo para me jogar, sem pretensão de grande carreira. Na minha cabeça, era assim: se continuasse funcionando, tudo bem; caso contrário, eu iria me virar de outro jeito”, comenta a paraibana. 

O sucesso veio, mas não de maneira ligeira. “Estreei "na web cinco anos e meio atrás e as coisas foram se desenrolando de forma gradativa. Não dormi anônima "e acordei famosa, como os participantes do ‘Big Brother Brasil’. É uma história linear, uma construção. Nunca consegui um milhão de seguidores num único dia. Foi "um passo de cada vez. Tive tempo para me acostumar "com a situação. Não levei aquele susto”, explica Gkay.

A fama mudou os planos da influenciadora, que chegou "a cursar duas faculdades: Direito e Relações Internacionais. “Abandonei a universidade porque eu estava acontecendo na internet. Fiquei ocupada com as novas funções, mas "não deixo de estudar. O foco, no entanto, é diferente. Quero me aprofundar em assuntos que tenham a ver "com esse universo no qual estou inserida.” 

Dos vídeos despretensiosos no YouTube ao Multishow, no programa “Os Roni”, a paraibana se transformou numa potência do humor da contemporaneidade, nadando contra a maré de preconceitos. “Fazer rir é uma qualidade tida como masculina. "As pessoas não levam a sério uma mulher nessa posição. Preferem nos colocar em outro lugar. Mas, graças a Deus, "o cenário está se transformando. Tatá Werneck abriu portas.”

O humor de Gkay é aquele do dia a dia, espontâneo. Lembra aquela prima engraçada da família, que faz sátira rápida e solta aquelas pérolas no meio do almoço de domingo. “Ela tem ao seu favor o carisma. Em sua arte, não há muita técnica. É algo popular que todos entendem, e isso ganha mais facilmente o público”, avalia a influenciadora Jacy Lima, popular nas redes sociais por postagens e vídeos divertidos. 

Gkay traz o estilo cordel, em que há personagens, interação com outros humoristas. Ela demonstrou talento no filme ‘Carnaval’, da Netflix, dirigido por Leandro Neri.

Para a paraibana, fazer humor é um tiquinho complicado no Brasil. “Não posso falar nada que levam ao pé da letra e criam matérias sensacionalistas. Os jornalistas usam minhas piadas como algo sério. Estão se esquecendo que faço graça "o tempo inteiro, que minha vida é essa. Nem toda frase é real”, diz Gessica, que precisou fazer terapia para lidar com as questões do sucesso. 

“Foi o que me salvou. Era tudo completamente novo: a projeção, milhares de comentários, a galera citando meu nome... Nas sessões, aprendi a ter calma, me conheci melhor e passei a interpretar as coisas de um "jeito diferente. Entendi também que a opinião do público "não determina que a história seja certa ou errada.”

Se o juízo alheio é o lado menos reluzente da fama, "o dinheiro pode ser sedutor — e transformador. “Com certeza, me considero rica. Riqueza, aliás, é poder ajudar minha família, morar numa casa boa, pagar os estudos dos meus primos, cursos para minha mãe (ela é filha de uma dona de casa que prefere morar no interior da Paraíba). Invisto na minha imagem. Amo moda e gosto de ter peças do momento de marcas como Mugler e Schiaparelli. Já coloquei silicone nos seios e fiz preenchimento labial e apliquei botox. Minha referência de beleza é Kylie Jenner. Sou fã do clã Kardashian-Jenner. Essas mulheres apresentaram uma nova forma de se vestir, agir, maquiar "e comunicar. Adoro tudo que fazem.”

Outro norte é Anitta. “Ela é alguém para se inspirar, independentemente se gosta ou não do trabalho. É guerreira, batalhadora e inovadora. Estou na luta para ser alguém que tenha um sucesso tão grandioso quanto dela”, derrete-se Gessica. A cantora retribui o carinho. “É uma grande amiga; e hoje sei que posso contar com a Gkay em qualquer lugar. Tem um coração enorme e me mata de rir sempre com seu jeito único”, elogia a estrela pop.

Ausência na última edição da Farofa da Gkay, Anitta se fez presente por meio de um totem. Quem foi convidado levou tempo para se recuperar. “Foi perfeito. O evento é mais que uma curtição. É uma vitrine. A internet parou para acompanhar. Foi impactante. O mais incrível é ver a diversidade e o povo na mesma sintonia”, comenta "MC Rebecca. “A próxima promete ser babado.”

Como a festa celebra o aniversário da humorista, será novamente em dezembro. Nem em seus maiores delírios, a influenciadora imaginava que o evento ganharia esse dimensão. “Recebi várias propostas para expandir a Farofa, com edições em diversos estados. Mas não é o momento. Coloquei uma grana no ano passado e fiquei feliz em ver um produto da internet estourar tantas bolhas. As pessoas queriam saber o que estava acontecendo, qual era o motivo da confusão”, comemora Gkay. 

No pós-festa, vieram as fofocas. Transformaram em verdade absoluta as piadas da paraibana em relação aos custos da celebração. Soltaram que ela havia vendido presentes e pedido Pix para bancar a bagunça. “Não fiz vaquinha, mas pedi um dinheiro emprestado a um amigo”, entrega a humorista. “Não defini o local da farra deste ano, mas vou convidar quem amo e gosta de se divertir. Vamos fazer um evento alegre mais uma vez.”

Enquanto o dia não chega, Gkay segue concentrada em sua carreira. Os planos são ambiciosos: “Estou solteira e comprometida com a profissão. Quero ser internacional, fazer filme em Hollywood. Sei que preciso estudar muito e estou correndo atrás desse sonho”.


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