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PIB do Brasil avança 1% no 1º trimestre, impulsionado por serviços

Nível da atividade econômica alcança patamar 1,6% acima do período pré-pandemia, mas ainda está 1,7% abaixo da melhor marca histórica, alcançada em 2014.

Trata-se do terceiro resultado positivo seguido, depois do recuo no segundo trimestre de 2021 (-0,2%). (Foto: Reprodução)

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O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1% no 1º trimestre, na comparação com os três meses imediatamente anteriores, segundo divulgou nesta quinta-feira (2) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Frente ao mesmo trimestre de 2021, o avanço foi de 1,7%. Em valores correntes, o PIB chegou a R$ 2,249 trilhões.

Trata-se do terceiro resultado positivo seguido, depois do recuo no segundo trimestre de 2021 (-0,2%). O avanço, porém foi menor que o registrado no 1° trimestre do ano passado (1,1%).

O resultado representa uma aceleração frente aos trimestre anteriores, impulsionada pelo setor de serviços – o mais impactado pela pandemia e de maior peso na economia –, que ainda tem encontrado espaço para recuperar o nível de atividade pré-Covid, apesar dos impactos da inflação e dos juros altos.

De acordo com o IBGE, com esse resultado, o PIB está 1,6% acima do patamar do quatro trimestre de 2019, período pré-pandemia, e 1,7% abaixo do ponto mais alto da atividade econômica do país, registrado no primeiro trimestre de 2014" o que equivale ao patamar observado em meados de 2013. "Isso significa que a gente mais que superou a retração que teve com a pandemia, mas ainda não foi suficiente para recuperar o patamar anterior à crise de 2016", destacou a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

O avanço veio dentro do esperado. Mediana de pesquisa do jornal "Valor Econômico" com 82 instituições financeiras e consultorias projetava uma alta de 1% para o PIB do 1º trimestre, em relação ao 4º trimestre de 2021.

O IBGE revisou os dados trimestrais de 2021. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, a alta do PIB nos 3 primeiros meses do ano passado foi de 1,1%, ao contrário do crescimento de 1,4% divulgado anteriormente. Já a queda registrada no segundo trimestre foi revisada de -0,3% para -0,2%. No terceiro trimestre, houve crescimento de 0,1,% em vez de queda de 0,1%. Já a alta do 4º trimestre passou de 0,5% para 0,7%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e é o principal indicador usado para medir a evolução da economia.

Principais destaques do PIB do 1º trimestre:

  • Serviços: 1%
  • Indústria: 0,1%
  • Agropecuária: -0,9%
  • Consumo das famílias: 0,7%
  • Consumo do governo: 0,1%
  • Investimentos: -3,5%
  • Exportações: 5%
  • Importação: -4,6%

Entre os grandes setores, houve queda na agropecuária (-0,9%), variação perto da estabilidade na indústria (0,1%) e elevação dos serviços (1%). Pela ótica da despesa, a o consumo das famílias cresceu 0,7%, o consumo do governo teve variação de 0,1% e os investimentos tiveram baixa de 3,5%.

O setor de serviços representa 70% do PIB do país. “Dentro dos serviços, o maior crescimento foi de outros serviços, que tiveram alta de 2,2%, no trimestre, e comportam muitas atividades dos serviços prestados às famílias, como alojamento e alimentação. Muitas dessas atividades são presenciais e tiveram demanda reprimida durante a pandemia”, explicou a coordenadora da pesquisa.

Também houve avanço no PIB dos serviços de transporte, armazenagem e correio (2,1%), comércio (1,6%), atividades imobiliárias (0,7%) e administração, saúde e educação pública (0,6%). Os únicos recuos foram em informação e comunicação (-5,3%) e na intermediação financeira e seguros (-0,7%).

Queda na agropecuária e nas indústrias extrativas

Segundo o IBGE, a queda de 0,9% da agropecuária é explicada principalmente pela estiagem no Sul, que causou a diminuição na estimativa da produção de soja, a maior cultura da lavoura brasileira.

Na Indústria, o único desempenho negativo ocorreu nas indústrias extrativas (-3,4%). Houve avanço nas atividades de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (6,6%), indústrias de transformação (1,4%) e construção (0,8%).

Na comparação interanual, o IBGE apontou que o recuo de 8% da agropecuária foi puxado, principalmente, pela queda nas safras da soja (-12,2), do arroz (-8,5%), de fumo (-7,3%) e de mandioca (-2,7%).

Já o recuo de 1,5% da indústria se deve, sobretudo, à queda na produção de máquinas e aparelhos elétricos (a indústria de transformação recuou 4,7%) e à queda na extração de minérios ferrosos (a indústria extrativa recuou 4,7%). O destaque positivo da indústria ficou com o setor de construção, que avançou 9% e registrou avanço de 12,8% no número de trabalhadores ocupados. O IBGE atribui este avanço às obras públicas, aceleradas em ano eleitoral.

Consumo cresce e investimento cai

O consumo, tanto das famílias quanto do governo, avançou pelo segundo trimestre seguido – respectivamente de 2,1% para 2,2%, e de 2,8% para 3,3%.

Já os investimentos mantiveram trajetória de desaceleração, com queda de 3,5% frente aos 3 meses anteriores e de 7,2% na comparação interanual.

No primeiro trimestre, a taxa de investimento foi de 18,7% do PIB, ficando abaixo da registrada no mesmo período do ano passado (19,7%). “Essa queda foi impactada pela diminuição na produção e importação de bens de capital, apesar de a construção ter crescido no período”, destacou a pesquisadora.

Perspectivas

O bom resultado do 1º trimestre e indicadores antecedentes positivos nos últimos meses têm levado a uma revisão para cima das projeções para o crescimento da economia em 2022. Analistas apontam para um avanço do PIB acima de 1% no ano, enquanto o governo estima uma alta de 1,5%. Por outro lado, parte das previsões para 2023 têm sido revistas para baixo, com algumas casas apontando para um crescimento até mesmo abaixo de 0,50%, em meio à inflação persistente, juros em alta, temores de recessão global e incertezas relacionadas à corrida eleitoral no Brasil.

Em 2021, o PIB do Brasil cresceu 4,6%, após o tombo de 3,9% em 2000.

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