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Pandemia

EUA devem liberar vacina da Covid para menores de 12 anos até dezembro

Na semana de 19 a 26 de agosto, houve 204 mil novos casos de crianças infectadas nos EUA. Um mês antes, esta média estava em 38 mil infecções semanais.

Os EUA vivem uma nova alta nos casos de Covid ao mesmo tempo que as crianças começam o ano letivo. (Foto: Hanna Beier/Reuters)

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WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) — Crianças menores de 12 anos nos Estados Unidos deverão poder se vacinar até o fim do ano, estimam autoridades do governo americano e a Pfizer, em meio a pedidos para que esse processo seja acelerado.

Os EUA vivem uma nova alta nos casos de Covid ao mesmo tempo que as crianças começam o ano letivo. A maioria das escolas vem retomando as aulas de modo presencial, e a vacinação pode ajudar a evitar novos surtos da doença.

Na semana de 19 a 26 de agosto, houve 204 mil novos casos de crianças infectadas nos EUA. Um mês antes, esta média estava em 38 mil infecções semanais.

Apesar da alta, as hospitalizações e mortes por Covid nessa faixa etária seguem muito baixas. Nos EUA, morreram pela doença 141 crianças menores de 4 anos e 313 na faixa entre 5 e 18 anos, segundo o CDC (Centro de Controle de Doenças), desde o começo da pandemia. Ao todo houve quase 640 mil óbitos por Covid-19 no país.

Os EUA liberaram, em maio, a aplicação da vacina da Pfizer para maiores de 12 anos, e a ampliação da imunização para os mais jovens depende dos resultados de estudos clínicos. As fabricantes Pfizer e Moderna estão concluindo as análises, que incluem de bebês de seis meses a crianças de 11 anos, e a Pfizer deve terminar sua pesquisa primeiro.

"Estamos em condição de enviar os dados [dos estudos] para a FDA [órgão federal que aprova os medicamentos] em setembro, e mandar o pedido de aprovação no começo de outubro, o que nos coloca em um cronograma no qual a vacina pode estar disponível no fim do outono, mais provável no começo do inverno [dezembro], dependendo de quanto tempo a FDA levar para revisar o pedido", disse Scott Gottlieb, que integra o conselho de administração da Pfizer, à TV CBS, no domingo (29). Ele avalia que a vacina deva ser liberada primeiro para maiores de cinco anos.

Em entrevistas recentes, Anthony Fauci, principal infectologista dos EUA, tem estimado que a FDA terá todos os dados necessários até outubro e que a liberação das doses poderia ocorrer antes dos feriados de fim do ano.

A FDA tem sido mais criteriosa na análise dos imunizantes para essa faixa etária. Em julho, o órgão determinou que Pfizer e Moderna dobrassem o número de crianças que participam dos estudos e ampliassem o tempo ao longo do qual elas seriam acompanhadas, de dois para seis meses.

"Como casos de Covid grave são raros em crianças, é preciso fazer estudos mais amplos, pois os possíveis efeitos colaterais também serão mais difíceis de encontrar", explica Renato Kfouri, pediatra e diretor da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações).

"O percentual de mortes em crianças é baixo, mas no Brasil tivemos em torno de 2.000 mortes por Covid de menores de 20 anos. É menos de 1% do todo, mas são 2.000 mortes evitáveis, causadas por uma doença que já tem vacina", pondera.

Nos EUA, conforme a vacinação avança entre adultos, as crianças passam a concentrar uma maior quantidade de casos. Na soma dos dados desde o começo da crise, elas representam 14,6% das infecções, segundo dados da AAP (Associação Americana de Pediatras), mas em agosto passaram a ser 22,4% dos novos infectados.

A AAP defende que a liberação seja feita de modo mais rápido, pois avalia que os benefícios de começar logo a imunização infantil serão bem maiores do que eventuais riscos.

"Esperar pelo acompanhamento de seis meses atrapalhará significativamente a capacidade de reduzir o espalhamento da hiperinfecciosa variante delta", alertou a entidade, em uma carta pública.

Um dos pontos que geraram preocupação foi a ocorrência de inflamações cardíacas, como miocardite e pericardite, em adolescentes que tomaram vacinas de mRNA, como da Pfizer e Moderna. Um estudo, concluído em junho, mostrou que o problema afetou especialmente meninos com mais de 16 anos, mas em proporção baixíssima: 12,6 casos por milhão de doses aplicadas. Os sintomas desapareceram depois de alguns dias.

Os EUA começaram a vacinar adolescentes em maio e foram seguidos por diversos países nos meses seguintes, como Canadá, Chile, França, Israel, Itália, Japão, México e Nova Zelândia, entre outros. No Brasil, apenas o imunizante da Pfizer foi aprovado para aplicação em crianças e adolescentes com idade entre 12 e 17 anos.

Em junho, a China foi o primeiro país a aprovar o uso de uma vacina da Covid para crianças. A Sinovac, que produz a Coronavac, obteve autorização para imunizar crianças a partir de três anos de idade. E, no começo de agosto, os Emirados Árabes Unidos liberaram o uso da vacina da chinesa Sinopharm para a mesma faixa.

Em agosto, a Anvisa negou autorização para a aplicação da Coronavac no Brasil para pessoas com idade entre 3 e 17 anos. O órgão disse que faltavam estudos para comprovar a eficácia do fármaco nessa faixa etária.

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