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Secretário de Saúde da Paraíba alerta para reforço da vacina e reclama de baixa testagem após aumento de casos de covid-19 em estados vizinhos

De acordo com o secretário, apesar de ainda não haver um aumento considerável de casos de covid-19 no estado, a população não está fazendo o teste para detectar a doença, e isso dificulta o diagnóstico.

Secretário de Saúde da Paraíba alerta para reforço da vacina e reclama de baixa testagem após aumento de casos de covid-19 em estados vizinhos

Secretário recomenda que a população tome a dose de reforço da vacina bivalente contra a covid-19 — Foto:Reprodução

Após um surto da subvariante JN.1 da ômicron no Ceará e o aumento de casos de covid-19 registrados em Pernambuco, a Paraíba, até o momento, ainda não registra aumento de casos. A informação foi passada ao ClickPB pelo secretário de saúde do estado, Jhony Bezerra.

De acordo com o secretário, apesar de ainda não haver um aumento considerável de casos de covid-19 no estado, a população não está fazendo o teste para detectar a doença, e isso dificulta o diagnóstico. Além disso, ele alerta para que as pessoas tomem a dose de reforço da vacina bivalente e aumente os cuidados de prevenção. 

“Aqui na Paraíba, nossa Secretaria de Vigilância está acompanhando e não há aumento de casos, nem de internação. A gente observa que há uma baixa testagem da população. Já estamos dialogando com os municípios para aumentar a testagem da população, até porque é através da testagem é que a gente identifica a circulação de subvariantes”, afirmou o secretário Jhony Bezerra ao ClickPB. 

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, de janeiro até esta quarta-feira (05), a taxa geral de positividade Covid-19 no estado é de 4,92%. Dos 10.421 testes realizados na Paraíba este ano, 513 foram amostras detectáveis. O número de exames realizados apresenta queda desde o mês de maio, com uma leve variação na positividade no mês de novembro. Das 659 amostras recebidas, apenas 61 tiveram resultado detectável.

Ainda de acordo com o secretário Jhony Bezerra, é importante que a população tome a dose de reforço da vacina bivalente contra a covid-19 e tenha os cuidados recomendados pelo Ministério da Saúde. 

“As recomendações seguem, conforme a nota do Ministério da Saúde, pra gente fazer a dose de reforço acima de 60 anos. Quem não tomou a bivalente há seis meses deve tomar a dose de reforço. E quem ainda não tomou a bivalente, deve tomar. A cobertura vacinal é de 18% acima dos 18 anos. Precisamos aumentar essa cobertura vacinal e as medidas de prevenção como o uso de máscaras para quem está com sintomas gripais, higienizar bem as mãos, com foco mais nas pessoas imunosuprimidas e idosos”, destacou.

De acordo com o último boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde, na Paraíba, até o dia 28 de outubro foram registrados 5.397 casos de covid19, sendo 5.072 casos leves ou moderados e 325 de casos graves. Desde o mês de junho de 2023, foi observado uma redução de casos, com aumento da variação no mês de outubro, com um total de 89 casos confirmados. 

Como visto pelo ClickPB, nessa terça-feira (05), o Ministério da Saúde emitiu uma nota técnica sobre um surto da subvariante JN.1 da Ômicron no Ceará e recomenda para a dose de reforço da vacina bivalente. 

“Primeira detecção no Brasil da variante de interesse BA.2.86 da Ômicron (SARS-CoV-2) e as sublinhagens BA.2.86.3, JN.3, JN.1, BA.2.86.1;surto de covid-19 no Ceará pela JN.1; situação epidemiológica da covid-19 no Brasil; recomendações para prevenção e controle da covid-19 e recomendações sobre dose de reforço da vacina COVID-19 (Bivalente) para pessoas com 60 anos ou mais e imunocomprometidos acima de 12 anos de idade que tenham recebido a última dose da vacina há mais de 6 meses”, diz a nota.

Ainda de acordo com o Ministério da saúde, embora a Organização Mundial de Saúde (OMS) tenha declarado que a covid-19 não é mais uma Emergência em Saúde Pública de Importância Internacional (Espii), a doença continua circulando em todos os continentes e, portanto, a pandemia continua.

“No Brasil, foram submetidas 12.891 sequências referentes a amostras coletadas no período de janeiro a novembro de 2023, das quais, destacam-se a VUM XBB e suas linhagens descendentes, como a VOI XBB.1.5 que apresenta maior proporção com 5.931 registros (58%). Quanto a distribuição por Unidade Federada, mantém-se o mesmo padrão de ocorrência com maior proporção de sequenciamentos referentes às variantes XBB e XBB.1.5. Cabe salientar que as sublinhagens GK.1* e JD.1*, descendentes da VOI XBB.1.5, vem apresentando aumento expressivo desde maio de 2023, representando, respectivamente, 45% (264 sequências) e 34% (205 sequências) das 586 sequências referentes às amostras coletadas em outubro de 2023”. 

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