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Pais encomendam documentários com a história de seus filhos

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Pare um pouquinho e pense. Quantas fotos e filmes você já fez do seu filho? E onde eles estão guardados? Com câmeras digitais a preços cada vez mais acessíveis e celulares que tiram fotos e filmam, fica difícil se controlar e não registrar cada sorriso e descoberta do seu filho. Mais difícil ainda é organizar os arquivos para não perdê-los ao longo do tempo. 

Foi pensando na importância dessas lembranças no futuro que algumas famílias começaram a buscar profissionais para produzir pequenos documentários sobre seus filhos. A jornalista Maria Eduarda Andrade é uma das pessoas que está apostando nessa iniciativa. Nascida em Recife, ela mora há oito anos fora do país (primeiro em Londres, depois em Nova York), trabalhando principalmente com vídeo. "Sempre gostei muito de falar das histórias de família. Até que eu pensei que poderia ser legal fazer um registro em documentário da criança". 

Para testar a ideia, Maria Eduarda gravou o filho de uma amiga e colocou o material na internet. Divulgou também para um grupo no Facebook que reúne famílias brasileiras de Nova York e as interessadas começaram a aparecer. Maria Eduarda teve um bom pressentimento. "Percebi que tinha mercado para isso". Seu primeiro trabalho oficial foi fechado com "a mãe do João". Ela morava em Nova York com o marido há uma década e engravidou durante esse período. João estava com 2 anos quando a família decidiu retornar ao Brasil e eles queriam guardar um registro da sua infância na Big Apple. "A ideia era que o João, quando adulto, pudesse se ver e se reconhecer naquelas imagens". 

A jornalista fez uma pesquisa prévia sobre a rotina da criança e passou três dias inteiros filmando João pra cá, João pra lá. O negócio emplacou e no começo de julho Maria Eduarda veio para o Brasil, onde deve ficar até setembro gravando com várias famílias. "O projeto está sendo super divertido. E nunca vi um cliente se interessar tanto pelo material sem edição". 

O casal Guilherme Abrunhosa e Bia Siqueira, donos da produtora carioca Umpraum, também descobriram esse nicho. A empresa já era especializada em transformar histórias em documentários, mas nunca tinham feito algo para criança. A dúvida era uma só: como uma pessoa de tão pouca idade poderia render um longa-metragem? 

A resposta veio em pouco tempo. Em 2011, uma cliente procurou a Umpraum querendo filmar a história de sua filha, ainda bebê. Ela iria completar um ano em alguns meses, e a família queria preparar algo especial. Ela tinha sido diagnosticada com uma grave cardiopatia ainda na barriga e passou por cinco cirurgias nos primeiros meses de vida, mas estava finalmente superando o problema. Bia e Guilherme toparam. "O resultado foi surpreendente, a gente não esperava. Entrevistamos 13 pessoas da família e fizemos um filme sobre a transformação que a bebê causou em todos à sua volta", afirmaram. 

O trabalho demorou cerca de 2 meses para ficar pronto e o projeto custou R$ 15 mil. "É um produto caro, mas a longo prazo é um material que não tem preço", diz Guilherme. Os documentários feitos pela Maria Eduarda custam a partir de R$ 6 mil e é entregue à família em 30 dias. 

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