Notas

A Paraíba e sua queda pelos corruptos

Cada dia me convenço mais que a corrupção não é um problema partidário, mas estrutural, onde boa parte dos políticos estão afundados até o pescoço.

Francamente não sei até quando seguirei com o trabalho de jornalista. A profissão na qual me formei cada dia sofre mais impactos, ora provocados pela crise econômica, ora pelas novas mídias sociais que mudaram o perfil dos formadores de opinião, mas enquanto exerço esta função sou obrigado a fazer alguns desabafos, um deles é o quanto é triste ver mais uma Operação da Polícia Federal envolvendo prefeituras paraibanas.

Cada dia me convenço mais que a corrupção não é um problema partidário, mas estrutural, onde boa parte dos políticos estão afundados até o pescoço e o povo, por falta de opção ou conformismo, acaba sempre escolhendo os mesmos nomes. O resultado é que só fazemos aprofundar nossa crise política, onde ética é uma palavra em desuso.

Creio intimamente que nós brasileiros temos uma queda pelo político corrupto. Digo isto pelo fato de muitos defenderem com unhas e dentes figuras públicas que há muito tempo já tiveram seus nomes envolvidos em casos de corrupção e reiteradamente são citados, presos ou indiciados. É aquela coisa do canalha carismático. “Você não vale nada, mas eu gosto de você”, diz a música. Ou até o “meu malvado favorito”, adaptado de Roberto Jefferson.

Estamos diante de mais uma eleição municipal e longe de mim querer interferir em qualquer pleito! Se assim o fizesse, certamente receberia uma multa, mas faço um apelo ao eleitor, para que pense 200 vezes antes de eleger seus “malvados favoritos”.

No passado se usava o termo machista “mulher de bandido” para se referir quem apanhava sem reclamar. Ouso dizer que deveríamos mudar esta expressão de linguagem para “eleitor paraibano”, que pelo visto não só apanha calado, como parece gostar de ser roubado.

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