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Eleições 2022

PSDB aprova regra de prévias para 2022, mas adiamento sobre brechas dá sobrevida a plano de Doria

O adiamento da definição, contudo, foi visto como nova derrota do tucano em seu partido.

Os concorrentes internos de Doria são Eduardo Leite (RS), Arthur Virgílio (AM) e Tasso Jereissati (CE). (Foto: Reprodução)

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) — A cúpula do PSDB decidiu, nesta terça-feira (8), aprovar por unanimidade as regras das prévias presidenciais do partido que diferenciam o peso de filiados e políticos com mandato — mas deixou brechas para mudanças no modelo a serem votadas na semana que vem, o que deixa o jogo aberto e pode beneficiar João Doria (PSDB).

O adiamento da definição, contudo, foi visto como nova derrota do tucano em seu partido. O grupo de Doria acreditava ter maioria para emplacar, na reunião, alterações favoráveis ao governador paulista, como o aumento do peso dos filiados, e defendeu que a votação fosse concluída nesta terça.

Os aliados dos demais pré-candidatos, no entanto, quiseram adiar a questão. O tema foi a votação, e o adiamento foi aprovado. Os concorrentes internos de Doria são Eduardo Leite (RS), Arthur Virgílio (AM) e Tasso Jereissati (CE).

Pelas regras aprovadas, os filiados têm 25% do peso dos votos, e Doria quer ampliar a participação para ao menos 50% — já que sua proposta inicial de voto universal, ou seja, todos os filiados com o mesmo peso, foi enterrada pela comissão de prévias na semana passada.

Para tucanos próximos de Doria, o adiamento foi uma manobra para evitar a vitória do paulista e tentar, até semana que vem, desconstruir sua maioria. Mesmo tucanos não ligados a Doria admitem que o clima era favorável a ele na reunião e que poderia haver maioria para sua proposta de que os filiados representassem 50% dos votos.

Outros membros do partido apontam, porém, que o fato de Doria ter perdido a votação sobre o adiamento demonstra que ele não teria maioria no colegiado.

Além dessa mudança defendida pelos paulistas, há outra apresentada pelo deputado federal Paulo Abi-Ackel, presidente do PSDB em Minas Gerais. A ideia é que o grupo de filiados seja subdividido -12,5% para membros de diretórios estaduais e 12,5% para os demais filiados.

Agora, caberá a Doria e seus concorrentes internos tentar chegar a um entendimento a respeito das mudanças sugeridas, que serão submetidas à votação da executiva na próxima terça (15). Em teoria, só cabem modificações nos pesos dos grupos votantes já aprovados nesta terça, mas essas alterações laterais têm potencial para dar vantagem a um ou outro presidenciável tucano.

Aliados de Doria pressionam por maior peso dos filiados porque São Paulo concentra a maior fatia deles – 22% de 1,36 milhão de filiados, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

No último dia 31, a comissão de prévias do PSDB, coordenada pelo ex-senador José Aníbal (SP), concluiu a proposta de votação em quatro grupos, cada um com peso unitário de 25%.

Os grupos são: um de filiados; um de prefeitos e vice-prefeitos; outro de vereadores, deputados estaduais e distritais; e o quarto grupo reúne governadores, vice-governadores, senadores, deputados federais, ex-presidentes e presidente do PSDB.

Por exemplo: no grupo um, o candidato A tem 60% dos votos e o B, 20%. Na conta final, o A soma 15% e o B, 5%.

De acordo com a deliberação da executiva, as prévias estão marcadas para 21 de novembro, com possível segundo turno em 28 de novembro. Enquanto Doria preferia a data divulgada pelo partido inicialmente, 17 de outubro, outros pré-candidatos e líderes do partido pressionavam pelo adiamento para o ano que vem.

A expectativa de tucanos é de que Doria, caso perca as prévias, saia do partido e busque ser candidato ao Planalto por outra sigla, o que explica sua pressa.

Já o motivo apresentado para o adiamento era a questão da pandemia, mas há, nos bastidores, esforços de parte da bancada da Câmara dos Deputados, grupo que incluí Aécio Neves (PSDB-MG), para que o partido não lance candidato a presidente da República, medida que faria sobrar mais verba do fundo eleitoral para os parlamentares se reelegerem.

Segundo tucanos ouvidos pela reportagem, porém, a ideia de realizar prévias e de lançar um candidato está consolidada. E a necessidade de escolher um presidenciável neste ano veio após a constatação de que outros nomes já estão em franca campanha, como o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Lula (PT) e Ciro Gomes (PDT).

Por causa da pandemia, os tucanos devem votar por meio de um aplicativo, e estarão aptos todos os filiados até 31 de maio.

A expectativa é baixa em relação à participação de filiados, considerando prévias anteriores. Em 2016, Doria teve 43% dos cerca de 6.100 votos no primeiro turno e venceu o segundo turno com quase a totalidade dos 3.200 votos. A capital paulista tinha cerca de 27 mil filiados à época. Em 2018, ele teve 80% dos votos de cerca de 15 mil filiados — o total do estado na época era de aproximadamente 310 mil.

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