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Saúde

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Síndrome de Haff

Urina preta: síndrome causada por ingestão de peixe é rara mas pode ser fatal, alerta infectologista do Hospital Clementino Fraga

Peixes como tambaqui, badejo e arabaiana, além de crustáceos como lagosta, lagostim e camarão, podem desenvolver a toxina.

Infectologista Fernando Chagas explicou sobre os riscos da doença (Foto: Reprodução)

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A síndrome de Haff, também conhecida como síndrome da urina preta, voltou a chamar a atenção após uma jovem de 27 anos ser internada na UTI com a doença, depois de jantar comida japonesa. O caso ocorreu em Goiânia. O infectologista Fernando Chagas, do Hospital Clementino Fraga, em João Pessoa, explicou ao ClickPB que a doença é rara, e pode ser fatal.

A síndrome é causada por uma toxina que pode ser encontrada em determinados frutos do mar. Peixes como tambaqui, badejo e arabaiana, além de crustáceos como lagosta, lagostim e camarão, podem desenvolver a toxina. O problema ocorre quando o peixe ou crustáceo não é acondicionado de forma adequada. No caso dos peixes crus, como sushis e sashimis, o problema pode ser mais comum, mas também é possível ingerir a toxina mesmo de peixes cozidos.

Essa toxina atua destruindo fibras musculares e geralmente acaba prejudicando os rins, que tentam filtrar a toxina para expulsá-la do corpo. Por isso, a urina da pessoa afetada torna-se escura e daí a doença ser conhecida como síndrome da urina preta. ''A urina fica preta mesmo. Geralmente o paciente vai para a UTI. É bem grave, ainda bem que é uma doença rara'', disse o médico.

Ele destacou que a única forma de prevenir a doença é estar atento à forma como os frutos do mar são acondicionados. Eles não devem ficar expostos à temperatura ambiente. A toxina, no entanto, não tem cheiro ou sabor, portanto não é possível prever quando um alimento está contaminado. 

''Se a pessoa sentir dor muscular intensa de 24 a 48 horas depois de comer os frutos do mar, e se a urina escurecer, deve procurar imediatamente um médico'', orientou o infectologista.

O tratamento consiste principalmente em manter a hidratação do paciente, para diminuir a concentração da toxina e facilitar a eliminação pela urina. Há casos, porém, em que os rins são tão comprometidos que é necessário hemodiálise.

''Já vi caso de paciente que ficou preso à hemodiálise pro resto da vida'', comentou Fernando Chagas. Ele destacou, porém, que essas consequências dependem da gravidade de cada caso.

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