Aline Lins

UFPB deixa serviço de verificação de óbito sem energia e corpos aguardando liberação

Nove corpos aguardavam necropsias na manhã desde domingo, com energia desligada a partir das 7h. Procedimentos terão que ser feitos no IML

UFPB deixa serviço de verificação de óbito sem energia e corpos aguardando liberação

Universidade Federal da Paraíba — Foto:Divulgação

O descaso desta gestão na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) é absurdo. O desligamento da energia elétrica para realização de serviço de manutenção na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) deixou nove corpos aguardando necropsias neste final de semana. Essa é a quantidade de pessoas contabilizada até as 10h da manhã deste domingo (24), no Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), que funciona no Hospital Universitário Lauro Wanderley. Somente após este horário, após pressão dos familiares, os corpos começaram a ser transferidos para o Instituto Médico Legal (IML). Pouco depois das 10h foram levados os primeiros quatro, para realizar o procedimento. Mas o local ainda continua, desde as 7h de hoje, sem energia elétrica para refrigerar os corpos. E todo mundo sabe que sem isso o corpo começa a se decompor.   

O SVO é um órgão público ligado à Secretaria de Saúde em convênio com a UFPB responsável por esclarecer as causas por morte natural. Vão para a UFPB, portanto, os casos de morte que não são por crimes, casos que o paciente não tinha acompanhamento médico ou em que o hospital não encontrou uma causa morte definida. Sem a necropsia, os familiares não podem dar seguimento ao translado, velório e sepultamento, não podem chorar em paz sua perda. Autorizar uma manutenção, como foi feita neste sábado (23) e domingo (24), em prejuízo de um serviço essencial como o de verificação de óbito, deixando corpos em decomposição de forma proposital, não só é um desrespeito extremo à dor dos familiares, mas aos direitos humanos e à dignidade da pessoa humana. 

Questionada sobre o fato, a reitora da UFPB, Margateh Diniz, disse no início desta manhã de domingo que iria acompanhar os encaminhamentos. Sinceramente, a sociedade paraibana precisa de mais: que esse fato lamentável seja apurado e que os responsáveis respondam por isso.  

Incompetência tem limites. Não são alunos que ficaram sem aulas por meses por conivência com uma greve; não são obras casca de ovo que não andam; não é simplesmente um concurso público que esqueceram do conteúdo de informática. São mães, pais, filhos, esposas, famílias inteiras vítimas do descaso, da má gestão, reivindicando seus mortos. 

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