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UFC 260: Thomas Almeida, sobre Sean O'Malley: "Quando a mão entrar, ele não vai aguentar"

Sem vencer desde 2016, brasileiro mira uma boa performance para retomar a confiança e promete manter estilo agressivo neste sábado: "Não tem como negar, gosto do nocaute".

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A ausência da vitória é uma sensação amarga, que Thomas Almeida está aprendendo a lidar. O brasileiro - que durante anos construiu a carreira com nocautes avassaladores - atravessa uma situação delicada e não vence desde novembro de 2016. Com três derrotas consecutivas no cartel, ele busca a redenção contra Sean O'Malley, tratado como prodígio no Ultimate, neste sábado, no UFC 260, em Las Vegas (EUA).

Assim como aconteceu com Thominhas - derrotado pela primeira vez na carreira, em maio de 2016, por Cody Garbrandt - O'Malley perdeu a invencibilidade contra Marlon Vera, no ano passado. É possível que o americano tenha ficado com a confiança abalada - embora uma lesão no tornozelo tenha contribuído para o revés. O brasileiro prega respeito ao adversário, mas confia em seu poder de nocaute - venceu 17 de seus 22 combates desta maneira - para despachar o rival.

- Sinceramente, eu encaro que tenho que estar preparado como se ele estivesse faminto, que nem louco para cima de mim. E vou para cima dele dessa maneira. É ficar tranquilo, ditar o ritmo da luta conforme eu mande. É ter tranquilidade no meu jogo, a confiança que criei no meu jogo no dia a dia de treinamento. Quando mão entrar, a sequência entrar, ele não vai aguentar, não. (...) Isso (nocaute) faz falta demais, é o que mais gosto. Acordo de manhã pensando nisso, é o que me motiva a ir na academia para treinar mais, às vezes, estou cansado, de dieta, mas vou trabalhar mais forte, mais duro, para sentir essa sensação - declarou, em entrevista ao Combate.

Pressionado pela vitória, Thominhas buscou enxergar o lado positivo do atual momento e acredita que, caso supere O'Malley, um dos atletas mais talentosos da nova geração, poderá ser um sinal de que se reinventou no octógono.

- É uma oportunidade... Sinceramente, na fase que estou, preciso trazer uma vitória, mostrar quem é o Thomas novamente, impor meu ritmo, soltar o jogo, ficar tranquilo, com a cabeça boa e deixar fluir. Uma vitória sobre o O'Malley, que é conhecido, é muito melhor, mas nesse momento preciso de uma vitória, mostrar quem eu sou. Venho treinando bastante, é o que está focado na minha cabeça. Pressão sempre vai ter, não tem como falar que não, que é mentira. Quero vencer, a pressão que eu ponho em mim é boa. Equilíbrio sempre, mas me faz treinar, acordar cedo, batalhar pelo que eu quero. Essa luta não vai ser diferente, quero ir lá, ganhar, mostrar a minha evolução. É meu objetivo.

Para explicar a má fase, Thominhas aposta em fatores como perda de confiança e lesões - inclusive, teve um descolamento de retina que o impediu de atuar em 2018 e 2019. Ele, no entanto, prevê um ano mais promissor, pelo menos, no quesito assiduidade.

- É um acúmulo de coisas: lesão, muito tempo sem lutar, falta de confiança, várias coisas... tudo no lado psicológico. Eu me botei no caminho, fiz adaptações, encarei de frente e voltei a competir no jiu-jítsu, o que é permitido. Estar sempre se testando, treinando forte... Tenho certeza que soma na hora da competição de verdade, que é a luta no UFC. Vocês vão ver um Thominhas agressivo como sempre. Na última luta, tive falta de confiança. Isso faz parte do processo, estou mudado, pode ver no meu dia a dia de treinamento. É ir pra frente, ser preciso e muito agressivo, esse é o Thominhas que vocês vão no sábado. Quero lutar o máximo que eu puder este ano para pegar o ritmo de volta.


Fonte: Combate.com

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